o ovo zine
Uma reflexão sobre o zine como corpo embrionário: frágil, portátil e carregado de potência simbólica, onde cada dobra atua como casca e cada página como possibilidade de nascimento.

O zine e o ovo compartilham uma mesma condição simbólica: ambos operam como dispositivos de latência, superfícies frágeis que encapsulam potência, ruptura e nascimento. Se o ovo abriga a promessa silenciosa de uma vida em formação, o zine, em sua materialidade precária e circulação marginal, contém a germinação de imaginários dissidentes, afetos brutos e experimentações gráficas. Há, em ambos, uma economia do gesto mínimo que antecede a explosão do acontecimento: romper a casca, abrir a dobra, acessar aquilo que ainda pulsa em estado embrionário.


